quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Necessidade...

Os seres humanos têm necessidade infinita de amarem e se sentirem amados. E talvez um pouco mais de frieza e autoconfiança nos tivesse efeitos individuais positivos. Mas se com essa necessidade o mundo está como está, não quero estar aqui quando ela acabar.



domingo, 29 de novembro de 2009

Na balança...

Prendemo-nos a um conhecimento de livros e doutores, mas nada adianta se não somos vistos como alguém com tal conhecimento. Frequentemente me deparo com pessoas implorando dietas milagrosas, ao mesmo tempo que vejo casos de sobrepeso, diabetes, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e síndrome metabólica na própria família. As pessoas (sempre) estão a procura de um corpo perfeito, caindo nas armadilhas da ditadura da beleza. Emagrecer por que é beleza. Emagrecer por que ELA e magra. Emagrecer por que é a conspiração mundial. E o mais absurdo disso tudo é que a sociedade se acostumou a facilidade para tudo. Não necessitamos mais subir escadas e nem escrever a próprio punho os trabalhos e cartas que desejamos. Conversar com alguém só cada um na sua casa. Dor de cabeça resolvemos na farmácia. Ocultamos os sinais para não cuidar da causa, e tudo sem esforço. Da mesma forma, e sem esforço nenhum, queremos emagrecer a base de dietas milagrosas, em poucas semanas. O que faço pra emagrecer até o natal?? A resposta é nada, a não ser que você esteja se referindo ao Natal 2010. Em um mês não farei milagres e nem colocarei a saúde de ninguém a risco. Ainda não adquiri poderes mágicos. Ninguém pergunta como virar nutricionista até o natal, isso por que precisamos nos preparar, nos planejar para algo maior e realmente importante para nós. De tal forma deveríamos nos planejar para a saúde, e não por que o verão está aí e preciso ficar esteticamente bem. Estamos numa sociedade tão fechada quanto ao conceito de beleza que a mesma é colocada a frente da saúde. As pessoas precisam aprender a diferenciar o corpo do eu. Eu não sou (apenas) meu corpo, e nem tão pouco representa minha maior parte.

Renegando a saúde em primeiro lugar, entramos num conceito de morrer pela beleza. E por quê? E pra que? Por mim ou pelos outros? As ‘gorduras’ são realmente a causa, ou um sinal de algo maior?

Por favor, chamamos manequins de modelos! Modelos de que? De transtornos alimentares talvez? Bulimias? Anorexias? Fome?

Programas de TV e revistas de dietas nada sabem sobre saúde, e ambos deveriam passar pelo psicólogo para cessar a busca interminável. O marketing imposto pela beleza é tão grande e inteligente que não percebemos que somos colocados cada vez mais a um corpo quase impossível, um ideal inatingível, uma venda de esperança interminável. Peso são apenas números. Circunferências são apenas números. Fazem sentido quando pensamos em saúde, mas por que relacioná-los a felicidade e a satisfação corporal?

Não estou a favor de uma sociedade que aplauda obesos e sobrepesos, mas que pense no peso de forma saudável e que entenda que um corpo é apenas um corpo, apenas uma carcaça de nós mesmos, porém fundamental para a saúde. Finalizo com uma charge, e reflitam nisso.


domingo, 22 de novembro de 2009

Citando...

Crescer é algo muito rápido. Um dia você usa fraldas e no outro você vai embora. Mas as memórias da infância permanecem com você. Lembro-me de um lugar, uma cidade, uma casa como várias outras casas, um quintal como vários outros quintais, em uma rua como várias outras ruas. E o fato é que, após todos estes anos, eu ainda olho para trás e penso: "foram anos incríveis"


(Palavras sábias de Kevin Arnold, Anos Incríveis)

sábado, 14 de novembro de 2009

Cansei...

O significado vale mais que um estar perfeito ou deixar de ser.


Tem coisas que só conseguimos quando caminhamos pelos próprios pés. Mas aí perde o significado todo. E já é tarde demais...




A ignorância, às vezes,é uma benção.



ps. sem comentários do tipo sermão

domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre as coisas do mundo (sessão fds)

Não exatamente sobre as coisas em si, mas sobre o próprio mundo. Fato é que um contato a mais com a natureza nos faz muito bem, e digo isso, sim, após alguns banhos. Talvez nos faça tão bem por que na verdade devíamos estar junto e em conjunto com ela, e não apenas paralelamente (quando paralelamente). Os primeiros banhos foram no mar, aquele azul, as ondas, o som, a areia e o sol. As bolhas de oxigênio que se formam, deixando mais belo o que já é lindo por si só. A nada se compara. Mas o que lavou minha alma de começo ao fim foi simplesmente um inesperado banho de chuva que consegui ver se aproximando por todos os lados até que me atingiu. De bicicleta, pedalava, enquanto ela lavou meus cabelos, meus olhos, meu rosto, meu corpo. Embaçou a vista, me deu novos olhares. Me benzeu do começo ao fim. Escorreu junto com a água minha angústia e males, meu estresse e infelicidade, e só ficou a paz, pra se levar só o que for bom... E isso basta.



Outra dessas coisas do mundo é (e insisto no tema que tanto me incomoda) o modo em que tratamos e somos tratados. E hoje foi uma surpresa. Sim, estudantes, sujos de areia, molhados, com sal, de chinelo. Já espera-se (talvez por que somos acostumados) um tratamento de normal a ruim. Pois bem, ao entrarmos num restaurante estilo fast food próximo ao local em que estávamos, para nossa surpresa fomos tratadas (eu e mais 4 bobinhas comigo) muitíssimo bem. Tanto que fui pessoalmente falar com o supervisor do mesmo, que merecia uma promoção (o rapaz estava em treinamento ainda). E o diferencial foi o tratamento que superou as expectativas, passou do normal para o ótimo, e é esse comportamento que tanto espero (e por isso tanto me frustro). E fecho meus pensamentos com uma frase de Veríssimo, a primeira das “10 coisas que demorei anos para aprender”: “Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.”

Abraços pros leitores

=*

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Post egoístinha...

A verdade é que não sei sobre o que escrever.


E o mais interessante é que nos últimos dias pensei em tantas coisas para relatar, filosofar aqui com vocês. Mas simplesmente não sei. Comecei 3 posts e parei. Então decidi escrever sobre o que vier na minha cabeça sem pensar em mais e em como sairá esse resultado.

Pensei em falar sobre música, sobre a correria em vão pra fugir da falta de tempo, e da tamanha dificuldade e surpreendentes resultados de testes alheios.

Sim, testes alheios. Depois de falar tanto sobre identidade, e a busca por um eu dentro de mim, me deparo com um teste (acredito que de psicologia, validado e tudo mais). Pois então, caro leitor, decidi me aventurar a responder o teste e verificar seus resultados (Por que é sempre assim! ‘Vou fazer pra ver se dá certo, se bate comigo’). Continha cerca de 70 questões bem repetitivas e que abordavam pouquíssimos assuntos. E depois de alguns minutos em frente a tela do computador, e dentro de 16 diferentes personalidades, fui definida. Era eu, segundo ele, extrovertida, intuitiva, sentimental e julgadora. Bem, a primeira vista, não me diz nada sobre nada, mas além dessas 4 palavrinhas, acompanha-me um enorme texto descritivo sobre a minha pessoa. Pasmém. Afirmo que muito do que foi dito, concordo sim. Afirmo também que muito do foi dito percebi apenas respondendo as questões. É interessante ver como perguntar pra si mesmo é um facilitador para percepção de você. Pergunte me. Para eu perceber, pergunte-me.

Enfim, dizia ali em muito que já comentei no próprio blog, como o quanto eu coloco os outros na minha frente, e o quanto eu acredito que eles atingirão minhas expectativas, mas como já dito em posts anteriores, ninguém está aqui para atingi-las, e daí me decepciono, dificulto grandes amizades com as repetitivas decepções. O lado bom é que por fazer o mesmo e me doar ao máximo as amizades (claro, as que mereçam), as amizades tentam realmente devolver isso. E mais, falou sobre a facilidade de comunicação (que até certo ponto descordo um pouco, muitas vezes tenho dificuldade do mesmo), o sentimento idealista, e ainda para O grande Final, em como tento achar uma identidade para mim mesmo, e como essa busca parece ser interminável, e em como me relaciono tão profundamente com as outras pessoas, que muitas vezes acato os fardos destas como meus, colocando a própria identidade minha em risco. Como inconscientemente ‘imito’ as pessoas naquilo que gosto destas, com jeitos, palavras e gestos iguais, e em como tudo isso ajuda a aproximação com qualquer um. E tudo me deixou perplexada em pensar ou como um teste sabe tanto sobre a minha pessoa com algumas perguntas aparentemente bobas e repetitivas, ou em como aceitamos tão bem os resultados de testes e qualquer horóscopo que nos diga nossas características pessoais, talvez até nos adequando aos padrões ditados por estes. Em como estamos cada vez mais vindo em formas, com definições e identidade prontas, e em como as formas deformadas e amassadas nos parecem tão mais interessantes por motivos óbvios de sair do ‘mesmismo’.

E no fim desse post, que começou sem pé nem cabeça, não consigo pensar em outro nome senão post egoísta, uma vez que falei de mim mesma desde a primeira linha até a última. Por falar em egoísmo, isso me faz pensar em próximos posts bastante interessantes.




PS. - Não sei colocar as palavras com links... Senão colocaria identidade para meu primeiro post sobre o mesmo e a coisa das formas para o post de duasedez.blogspot.com ;)


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu sou alérgica


Mas eu sou alérgica demais! É pó, é perfume, é gato e é remédio!

É gente chata e cruel, gente que dá tédio!

Dá coceira, ardor e choque anafilático!

Dá ânsia, dá vômito e até parece trágico!