
A verdade é que não sei sobre o que escrever.
E o mais interessante é que nos últimos dias pensei em tantas coisas para relatar, filosofar aqui com vocês. Mas simplesmente não sei. Comecei 3 posts e parei. Então decidi escrever sobre o que vier na minha cabeça sem pensar em mais e em como sairá esse resultado.
Pensei em falar sobre música, sobre a correria em vão pra fugir da falta de tempo, e da tamanha dificuldade e surpreendentes resultados de testes alheios.
Sim, testes alheios. Depois de falar tanto sobre identidade, e a busca por um eu dentro de mim, me deparo com um teste (acredito que de psicologia, validado e tudo mais). Pois então, caro leitor, decidi me aventurar a responder o teste e verificar seus resultados (Por que é sempre assim! ‘Vou fazer pra ver se dá certo, se bate comigo’). Continha cerca de 70 questões bem repetitivas e que abordavam pouquíssimos assuntos. E depois de alguns minutos em frente a tela do computador, e dentro de 16 diferentes personalidades, fui definida. Era eu, segundo ele, extrovertida, intuitiva, sentimental e julgadora. Bem, a primeira vista, não me diz nada sobre nada, mas além dessas 4 palavrinhas, acompanha-me um enorme texto descritivo sobre a minha pessoa. Pasmém. Afirmo que muito do que foi dito, concordo sim. Afirmo também que muito do foi dito percebi apenas respondendo as questões. É interessante ver como perguntar pra si mesmo é um facilitador para percepção de você. Pergunte me. Para eu perceber, pergunte-me.
Enfim, dizia ali em muito que já comentei no próprio blog, como o quanto eu coloco os outros na minha frente, e o quanto eu acredito que eles atingirão minhas expectativas, mas como já dito em posts anteriores, ninguém está aqui para atingi-las, e daí me decepciono, dificulto grandes amizades com as repetitivas decepções. O lado bom é que por fazer o mesmo e me doar ao máximo as amizades (claro, as que mereçam), as amizades tentam realmente devolver isso. E mais, falou sobre a facilidade de comunicação (que até certo ponto descordo um pouco, muitas vezes tenho dificuldade do mesmo), o sentimento idealista, e ainda para O grande Final, em como tento achar uma identidade para mim mesmo, e como essa busca parece ser interminável, e em como me relaciono tão profundamente com as outras pessoas, que muitas vezes acato os fardos destas como meus, colocando a própria identidade minha em risco. Como inconscientemente ‘imito’ as pessoas naquilo que gosto destas, com jeitos, palavras e gestos iguais, e em como tudo isso ajuda a aproximação com qualquer um. E tudo me deixou perplexada em pensar ou como um teste sabe tanto sobre a minha pessoa com algumas perguntas aparentemente bobas e repetitivas, ou em como aceitamos tão bem os resultados de testes e qualquer horóscopo que nos diga nossas características pessoais, talvez até nos adequando aos padrões ditados por estes. Em como estamos cada vez mais vindo em formas, com definições e identidade prontas, e em como as formas deformadas e amassadas nos parecem tão mais interessantes por motivos óbvios de sair do ‘mesmismo’.
E no fim desse post, que começou sem pé nem cabeça, não consigo pensar em outro nome senão post egoísta, uma vez que falei de mim mesma desde a primeira linha até a última. Por falar em egoísmo, isso me faz pensar em próximos posts bastante interessantes.
PS. - Não sei colocar as palavras com links... Senão colocaria identidade para meu primeiro post sobre o mesmo e a coisa das formas para o post de duasedez.blogspot.com ;)