O luto foi realizado

(aviso, post piegas e emo!)

Estava ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=1qxSwJC3Ly0&feature=related

Após algumas brigas, algumas duras descobertas, desilusões e lágrimas, você descobre que o que deve ir, apenas deve ir. Tratar as pessoas com respeito é uma das melhores características que uma pessoa possa ter, mas se muitas vezes não somos tratados dessa forma, devemos aprender a respeitar e deixá-las a sós.


Amigos são pessoas que vivem e convivem com a gente. Dividem alegrias, pizzas, contas, ombros, choros, esperanças e brigas. Aaaaaaaaaaaaaaah, as brigas. Qualquer amizade só poderá se dizer verdadeiramente amizade após ter passado e saído bem de uma briga. Infelizmente, na grande parte das vezes, o que acontece é exatamente o contrário. Descobrimos que aqueles dos quais acreditávamos ser os primeiros que nos dariam a mão, são exatamente os que nos deixam no chão, e de vez em quando, até ainda passam pra rir de nossas caras. E aqueles que nos e os acompanham em vez de estender as mãos nos deixam na mesma situação, são classificados tais quais os mesmos.


Perdi, nas últimas semanas, alguns dos quais considerava amigos. Eles não morreram e não se mudaram. Não se foram. Não foram excluídos de nenhuma página de relacionamentos ou coisa qualquer. Simplesmente me deixaram, sem motivo plausível, e de lá, de longe, ainda os observo, silenciosamente. Não os desejo mal, e nem tão pouco destino igual. Só desejo que um dia eles observem e vejam que o que hoje é plantado, amanhã é colhido, e que esse erro não precisa ser cometido mais de uma vez.


Chorei, “muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões”. E como os perdi, doeu. E por doer, e aprender a reerguer-me, que digo que o luto foi realizado. Foi uma semana triste e melancólica. Mas necessária para o lutar. Os amigos, hoje, pra mim morreram, mas as pessoas e as recordações continuaram. Nada me impede de conversar e sair mais com essas pessoas, mas não conseguirei, de tal modo, chamá-las mais de Amigos.


Amigo é uma palavra um tanto o quanto forte pra aqueles que não sabem perdoar. Sempre perdoei as pessoas, e nunca imaginei ouvir um Não para um pedido de perdão. Mas ouvi. Sempre me lembro bem das palavras sábias e piedosas que faço todos os domingos na igreja: “Perdoai-nos, assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido”. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!


Os amigos se foram. Sobraram apenas as pessoas... E as boas memórias.

Aos que ficam, na última semana, tem uma música que não sai da minha cabeça. Talvez Freud explique:


Não me deixe só,

Eu tenho medo do escuro,

Tenho medo do inseguro,

Dos fantasmas da minha voz...

(Vanessa da Mata, Não me deixe só)

Comentários

  1. Ai Danny que triste você ficou... Nem achei que fosse tanto assim.
    Mas você consegue tirar até mesmo de um episódio triste em sua vida um texto tão lindo... Essa já é a volta por cima não é mesmo...

    Aishiteru...

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