Pelos próprios pés...

Sair de casa, abrir as asas e voaaaaaaaaaar... aaaaaaaaaaaaaaaaaah, voaaaaaaaaaar! Como é bom! Sentir a brisa no seu rosto, levando você e seus cabelos pra onde o vento soprar... Fato é que pra todo mundo chega um dia, que por algum motivo, ou só o fato de ‘cansei’, saímos para conhecer o mundo pelos próprios pés, e viver com as próprias mãos! Sim, decidimos (ou somos forçados) a ir morar sozinhos! Não digo sozinho, só e mais ninguém, mas dividir uma casa com pessoas com tanta experiência como você também é válido. Chegar numa cidade com uma mala, alocar um apartamento num ponto da cidade quase que por sorteio, e decidir viver lá com desconhecidos é realmente uma experiência e tanto. Quem já passou por isso sabe que pode não ser nada fácil, mas sabe também que pode conhecer certas pessoas que irão virar verdadeiros irmãos de coração. O começo é sempre difícil. Não tem Tv, nem cama, nem mesa, nem computador, nem armários, nem guarda-roupa, e muito menos sofá (artigo de luxo). Mas os dias vão passando, e nós nos adaptando e conseguindo, em grupo, de tempos em tempos, comprar alguns pertences e coisa e tal. E aí vamos vivendo juntos, rindo juntos, estudando juntos, dividindo experiências das mais inusitadas, até que um dia chega nossas férias, voltamos pra casa e decidimos nunca mais voltar à idéia insana de morar sozinho. Até que as férias vão passando, e percebemos que já é tarde demais! Já está em nós e já faz parte da nossa definição (mesmo que a mesma ainda e nunca tenha acontecido). Precisamos voltar pra aquele lugar inusitado que chamamos de casa! E então pensamos profundamente em todos os problemas que já passamos. Acaba o arroz, acaba o feijão, derrete a colher de plástico na frigideira vazia no fogo, queimamos arroz, queimamos feijão, queimamos o computador (e duas vezes), acaba o sabão, o chuveiro quebrou, acabou o gás (come pão), a geladeira mofou, a energia acabou, o vaso entupiu (alguém jogou um pano de prato pela descarga!), caiu bebida no tapete, o tapete tá fedido, o moço do gás chegou, o porteiro não gosta da gente, a vizinha não gosta da gente, as frutas estragaram, aaah, uma barata, duas baratas, três baratas, não tem louça limpa, dia de fazer janta, hora de rir, hora de chorar, dia de lavar a roupa, to sem passe, perdi meu RG na bagunça, vou de bike, choveu, cai, acabou a água, o gás tá vazando, chama o porteiro, aaaaah sororrooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!! E chega! Eu quero a minha mãe. E ai você pensa: quem, em sã consciência, voltaria pra um lugar desses? E ai eu penso, penso penso e penso. Quem, em sã consciência não voltaria?





Santos, I’m coming Back! ;)
=*

Comentários

  1. Quem em sã consciência jogaria um pano de prato (ou guardanapo, para quem quiser assim..) na privada?

    Ri muito lendo o texto!

    É tão trágica que chega a ser cômica nossa vida!

    Mas dá uma saudade....

    EU TBM TÔ VOLTANDO! =***

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