sábado, 26 de dezembro de 2009
Sorrisos Largos
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Nossa tolerável Insatisfação! [Post pré-Natal]

Eu sei que não é o melhor assunto para se escrever no Natal, mas estive lendo e refletindo sobre duas coisas, especificamente. A dor e o suicídio (A Marquetti adoraria ler esse meu post ;)). Talvez os temas possam estar ligados entre si, talvez não. Vou tentar separar minhas idéias em dois posts, mas veremos como fica, e depois digo o q fiz!
Primeiro, relendo antigos textos de Nasio (fortemente influenciada pelo curso de saúde mental, bem como a futura psicóloga residente da rep. Elas), surgem questionamentos que os coloco também aos leitores: por que temos dor, da onde vem essa dor, e como ela se vai. Alguns meses atrás achei uma comunidade no Orkut que chamou a minha atenção (o que não é difícil, já que tem dias que todas as comunidades do Orkut me chamam a atenção), e ela se chamava ‘Complique sua vida: Ame!’. Vi como qualquer outra comunidade, mas de uns tempos pra cá percebi que ela não poderia fazer mais sentido. Era e é a mais pura verdade. Não digo apenas o amor entre homem e mulher, mas qualquer tipo de amor complica-nos. O da família, do amado, de si mesmo, de seu corpo integro, o lugar que cresci, o filho, os bichinhos de estimação, amigos e entes queridos, entre muitos outros. Claro, alguns mais, outros bem menos, mas sempre nos resulta em uma coisa: dor.
Dor porque quanto mais se ama, mais se sofre, e isso é fato. Basta um minuto e a dor é formada, uma ruptura de um laço íntimo, uma perda inevitável e irremediável, nos leva a uma dor incontrolável, um desespero, uma angústia. Dor porque mesmo acreditando, sabemos que não voltaremos a falar, a tocar e olhar para o amado (leve em consideração qualquer amado possível). Uma perda. O luto. Dor por que amamos, e amamos o que um dia a gente foi, o que a gente é, e o que queremos ser. Amamos nosso passado, presente e futuro, e de uma forma ou de outra, essa é a maneira encontrada de mantermos conectados com todas as fases de boas recordações de nossas vidas. E quando o amado é perdido, perdemos junto aquilo que mantinha nossas recordações, anseios e desejos vivos. E dói, mas dói tanto principalmente não saber o que fazer comigo mesmo. Por perder os pilares que me mantinha em pé. Que ao menos pensei que me mantinham.
E sofremos pelo medo do esquecimento, a única forma de manter vivo aquele que já se foi. Dói por que nos ocupamo-nos incansavelmente e inteiramente de mantê-lo vivo dentro de nós e de jamais substituir aquele que nos retornou as boas lembranças. É preferível a dor que a perda do amado, mesmo sabendo uma perda irremediável. Eu recuso a aceitar a perda real daquele que ainda está vivo (dentro de mim).
“O amado cujo luto devo realizar é aquele que me satisfaz parcialmente, torna tolerável minha insatisfação e recentra meu desejo” (Nasio). É aquele que recentra meu desejo, e nunca me satisfaz totalmente, por que essa busca inalcançável, esse desejo da satisfação completa, esse querer querer sempre mais, é isso o sinônimo da vida. Aquele que nos assegura a indispensável insatisfação é o mesmo que nos dá o gostinho da vida, é o eleito de cada um, é o que um dia, se ocorrer, sentiremos dor, relutando durante o próprio luto a sua perda.
Mas a dor possui um sentido. Quando aprendemos a reservar o espaço do amado perdido, e manter simultaneamente um novo eleito, entendendo que ambos podem coexistir, é aí que a dor nos transforma, e que finalmente nos obriga a reconstruir-nos. Que nos ajuda a compreender o sentido da vida, da perda e da renovação perante novos laços.
E nesse texto, apenas “Tentei dar sentido a uma dor, que em si só não tem sentido nenhum” (Nasio).
O texto todo foi baseado numa leitura recente de “O livro da dor e do Amor”, de J.D. Nasio. FicaDica ;)
PS. Estive pensando que ironia esse nome do meu blog. Percebo que de sorrisos largos é o que eu menos falo aqui. Espero que os próximos posts sejam absolutamente e puramente sorrisos larguíssimos para os leitores.
PS2. Um texto meio bipolar vermelho e verde pra comemorar o Natal =)).
PS3. Apesar do tema meio triste, hoje é natal e eu to feliz ê ê. Só queria escrever sobre aquilo em que eu estava pensando fazia uns dias.
Um Feliz Natal a todos, em ótimas companhias, ao lado de todos os amados que mantém integra a nossa tolerável insatisfação, a mesma que nos dá o gostinho da vida.
Um Bjoo! Abraços apertados e sorrisos largos!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
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sábado, 12 de dezembro de 2009
A bipolaridade das pessoas

Quando me sugeriram o tema, pensei que seria interessante escrever sobre, mas não publicar! Principalmente por que algumas pessoa se sentiriam exclusivas ao post. Mas digo a estas que não, o post inclui muito mais que esse ou aquele, e sim sobre dicotomia cansativa que nos deparamos em situações diárias.
Por que tudo tem que ser ou sim ou não!? Ou gosto ou desgosto!? Ou é legal ou não é!? Ou falo ou não falo!? Ou é bom ou é ruim!? Ou é maravilhoso ou é um nada?!?
Me perdoem os dicotômicos, e me perdoem os bipolares, mas apreciar o momento é fundamental. Por mais que pense, não entendo o por que não podemos ficar (às vezes) no meio termo! Por que a cidade ideal não pode ser essa, e por qual motivo a faculdade é tão ruim, e por que às vezes é tão difícil não se ouvir o que se deseja! Já dizia em outros posts, e recapitulo aos que perderam, mas ninguém está aqui para preencher suas expectativas, então aprender a lidar com as situações é essencial! Por que não apenas reconhecer o momento, a oportunidade e a pessoa ao seu lado, e ser grato por isso, e apreciar isso com todo o seu ser?!
Uma vez se prestou vestibular, e quando passou, só se reparavam os defeitos da Universidade. Uma vez se pediu em namoro, mas só se viam as imperfeições do outro. Uma vez se implorou um emprego, mas só se contava a hora de voltar pra casa! Percebe o quanto perdemos? Percebe que há pessoas mais gratas pelo mesmo emprego, estudo e relacionamento que você possui, e há ainda aquelas que sonham alto com tudo o que possui. O quanto poderíamos aprender a gostar e aproveitar o momento. Pode não ser o melhor do mundo, mas simplesmente é, e isso basta. Não me refiro ao fato de acomodar-se a situação, mas saber aproveitá-la, reivindicá-la quando for a hora, e abandoná-la quando não fizer mais sentido, mas não por isso e aquilo. Por que é ruim e por que é bom. Uma vez que vivemos num mundo como o nosso, temos que ser conscientes que nada é bom ou totalmente ruim! Somos humanos, e como todos, passíveis de erros, e de em momentos sermos a maravilha ou sermos o nada! Num dia ser tudo e no outro não ser reconhecido!
Um ‘não’ não é o fim do mundo e às vezes nem mesmo significa um Não! Uma pergunta certa no momento errado pode levar também a uma resposta errada. E a bipolaridade nessas situações é visível! Por favor, bipolares, percebam que a vida é muito mais que uma dicotomia, e podemos apreciar muito mais quando relevamos pontos e apreciamos outros. Arrependermos-nos será muito fácil, mesmo que não sejamos fortes o suficiente para reconhecer isso. E o que já foi vivido, já é definitivo, tal qual como tudo que é simples (1). E apenas é. Sem mais nem menos.


